Teia de arrependimentos
Um sinônimo de fragilidade ou um ato de extrema coragem?
Quantas vezes me perguntei se aquilo que sentia era verdade? Quantas vezes o meu abrigo foi embora, me deixando sem refúgio? Sou proibido de amar demais. De deixar rastros em todo lugar por onde passo. Uma alma solitária, às vezes descontrolada. Não falo muito e deixo tudo ir embora pelo ralo… isolado até a próxima estação e perdido em mil paixões. Talvez seja a explicação do porquê não posso mover as águas na direção contrária… Talvez te deixar partir seja a melhor opção.
É uma merda ser assim… querer o mundo enquanto o outro só vislumbra o reflexo da própria janela. Querer uma vida, enquanto o outro persegue o momento. A minha teia é sustentada por arrependimentos. daquilo que não disse enquanto ainda tinha tempo… é contraditório ser poeta e não ter aprendido a lidar com a dor de um amor que já passou e ficou de lado como uma roupa usada.
Contraditório é esquecer o seu nome e lembrar a data do seu aniversário. Isso é apego ou desonestidade? Será apenas saudade ou um traço de toxicidade? Liberdade era aquilo que eu conhecia de você nos momentos de finita felicidade.
Enquanto do lado de fora a guerra é declarada por homens infames, aqui dentro ela nunca teve um fim e segue em constante movimento…
Quando vou entender que demonstrar os meus sentimentos não é sinônimo de fraqueza e fragilidade, e sim um ato de extrema coragem?
Edição anterior:
Linha de chegada: a promessa mais cruel da vida adulta
Estou vivendo sem expectativas de grandes coisas, sem um sonho ou futuro definidos. Já pensei que o caos do mundo me deixa em estado de inércia… mas talvez eu só esteja na inércia porque não enxergo melhoras daqui para as próximas décadas…




ai amigo, eu sempre me identificando muito com o que você escreve!!!